A história dos jogos de luta em 1996 (parte 6)

https://i1.wp.com/fc02.deviantart.net/fs33/f/2008/292/9/0/Ron_vs_Ken_by_EastMonkey.jpg

Mais uma parte da excelente matéria feita pelo Legendário(confira as outras partes nesse link)

Este foi um ano movimentado como sempre, mas que marcou o fim da “era de ouro” dos jogos de luta. Não que parassem de sair bons jogos, muito pelo contrário. O que ocorreu é que 1996 foi o auge, o último ano em que tivemos essa enorme leva de lançamentos. Em 1997 essa quantidade cai um pouco e continua decaindo até o ano 2000, quando chega a pontos alarmantes. Mas deixemos o futuro para lá, pois em 1996 temos grandes jogos, como o inicio da chamada “série versus”, Soul Edge, KoF96, Street Fighter Alpha 2, e Samurai Shodown 4. Devido a essa enorme quantidade de jogos bons lançados, e para facilitar a leitura, dividimos nossa matéria em duas, sendo que nessa primeira parte mostraremos os jogos de luta 2D.



Em 1996 houve o início da famosa “série versus”. X-Men vs Street Fighter foi o primeiro crossover oficial entre os personagens da Capcom e os personagens da Marvel. Herdou todas as características de Marvel Super Heroes, ou seja, golpes exagerados, combos aéreos, dash’s e super pulos, com adições importantes, como o Hiper Combo combinado. A jogabilidade era inovadora, pois diferenciava do apresentado na série The King of Figters, onde, apesar de se jogar em trios, era necessário que um fosse derrotado para que o próximo assumisse. Era diferente também da jogabilidade apresentada no Dramatic Battle de Street Fighter Alpha, pois lá tínhamos Ken e Ryu, juntos e simultaneamente, lutando contra Bison. Aqui, poderia se trocar o personagem dentro do combate (pressionando-se soco forte e chute forte ao mesmo tempo), e isso era uma grande novidade. Isso abria um leque de novidades e certamente a mais adorada era Hyper Combo combinado, em que os dois personagens executavam um Hiper Combo ao mesmo tempo. Em certos casos, eram exibidas animações e golpes que não existiam na lista de golpes. Um exemplo disso é quando Ryu e Ken executavam tal movimento. Nesse momento ambos usavam o Shinkuu Hadouken, golpe que apenas Ryu possuía. Outra boa novidade foi a reformulação dos personagens da série Street Fighter. Não graficamente, pois o jogo ainda utilizava os sprites de SF Alpha e Marvel Super Heroes. A idéia que a Capcom queria passar era a de que os seus lutadores atingiram o ápice de suas técnicas. Ryu continuava tendo o hadouken, mas esse agora era enorme, sendo quase do tamanho do personagem. O Shinryuken de Ken, por exemplo, era o mesmo golpe antiaéreo giratório, porém envolto em fogo e com um número maior de hits. Este título recebeu conversões para Sega Saturn e Sony Playstation, sendo a versão de Saturn era infinitamente superior, pois o hardware do aparelho a deixava praticamente idêntica ao Arcade. A versão de Playstation, por não se permitir uma expansão de memória RAM, como o Saturn, teve sérios cortes na animação e não permitia a troca de personagens, a menos que se jogasse no “Crossover Mode” e se utilizassem os personagens de forma trocada: Zangief e Wolverine contra Wolverine e Zangief, por exemplo.

Street Fighter Apha 2 era mais um jogo lançado pela Capcom para a CPS-2, garantindo-se, com isso a conhecida qualidade gráfica dos sprites. Aqui, eu gostaria de mencionar um momento bem pessoal. Particularmente considero essa versão o melhor Street Fighter já lançado, em alguns aspectos superior inclusive ao Super Street Fighter IV. Primeiramente, por ter uma história mais trabalhada, na qual cada um possuía um rival e o enfrentava como último chefe, permitindo assim um individualização maior do caminho a ser percorrido pelo lutador, sem ter que enfrentar um oponente final único. Em segundo, por uma característica encontrada somente na série Alpha, que era a possibilidade de se poder escolher entre dois ou três super combos dentro da luta. A escolha ficava para o jogador, na hora da luta. Outras características, como defesa aérea, alpha counter e safety roll foram mantidas. Tivemos ainda a adição de mais uma técnica, o Custom Combo. Ele era acionado pressionando-se simultaneamente soco e chute médios, e o seu objetivo era combinar socos e chutes com golpes especiais, que ganhavam uma sombra roxa e eram cancelados imediatamente após serem executados, permitindo, por exemplo, um custom combo somente com o golpe tatsumaki sempu kyaku (hurricane kick, do Ryu, Ken e Akuma), algo impossível sem a utilização deste “especial”. Os cenários eram um show a parte, principalmente os da cachoeira e do campo aberto, com os relâmpagos ao fundo, na qual o Ryu enfrentava o Sagat. Em relação aos personagens, tínhamos os dez de SFA, mais os três secretos (Dan, Bison e Akuma, como selecionáveis). Além desses, Gen, Rolento, Dhalsim, Zangief e Sakura se juntaram ao leque de opções. Foi lançada ainda uma nova versão do jogo chamada Street Fighter Zero 2 Dash / Alpha 2 God que trazia várias adições, entre elas, a Cammy como personagem secreto. Trazia ainda a possibilidade de se jogar com Evil Ryu e com os personagens Ex, ou seja, sem barra de especial e com golpes e jogabilidade inspirados em Street Fighter 2. Isso aconteceu devido à pequenas diferenças da versão japonesa (Alpha) e americana (Zero) do título.

Pela SNK, tivemos tres grandes jogos lançados em 1996: The King of Fighters 96 e Samurai Shodown 4. Samurai Shodown 4 teve vários méritos, pois melhorou em vários aspectos seu antecessor. Em relação aos gráficos, pode-se observar que os personagens possuem um aspecto mais voltado para o mangá (quadrinhos japoneses), tanto é que alguns lutadores foram redesenhados para transmitir melhor esse novo visual. Digamos que essas alterações foram mais do que necessárias, pois Samurai Shodown 3 não havia sido tão bem recebido quanto era esperado. Então, alterações eram mais do que necessárias e seguindo essa linha a empresa trouxe de volta alguns personagens clássicos, como Charlotte, Tam Tam e Jubei Yagyu. Como novidades, inteiramente ligadas a história do jogo, tivemos a estréia dos ninjas do fogo e da água, Kazuki Kazama e Sogetsu Kazama, respectivamente. Quanto a jogabilidade, algumas adições, ou melhor, retiradas, como o “delivery man” (o carinha que jogava bombas e frangos) e a defesa aérea. Contudo, o rolamento e a esquiva foram mantidas. O “Combo CD”, ativado apertando-se o botão “C” e o botão “D” simultaneamente também foi acrescentado, à pedido dos fãs que queriam um game menos estratégico. Houve ainda a adição do “suicídio”, na qual o jogador poderia se sacrificar durante o round, com a vantagem de iniciar o próximo com a barra de POW cheia. Outras alterações envolveram os controles, agora mais precisos e o dano, que foi reduzido, além da impossibilidade de se encher a própria barra de POW. Uma alteração importante no modo Story foi a introdução de um contador de tempo regressivo, onde só era possível ver o final verdadeiro se o jogador chegasse ao Castelo de Amakusa antes do tempo chegar a zero. Com relação à história, cronologicamente, este jogo se passa antes de Samurai Shodown 2. Nela, Amakusa retorna querendo vingança, só que desta vez seu espírito é dividido em duas partes, sendo uma boa e outra má. Ele recupera o corpo de Zankuro e seqüestra a feiticeira do clã Kazama, Hazuki, irmã de Kazuki e Sogetsu. O objetivo era o de usar os poderes de Hazuki para controlar os poderes de Zankuro. Enquanto isso, a parte boa tenta consertar tudo aquilo que a parte má fez em Shimabara. Por fim, Kazuki vence Amakusa, matando-o, enquanto Sogetsu consegue dar descanso a Zankuro.

O outro jogo lançado pela empresa, especializada em games de luta, foi The King of Fighters 96. Esse jogo foi marcado por uma quebra em relação aos dois títulos anteriores. Novos golpes, novos sprites e outros personagens se juntaram ao game. A maior diferença é em relação a jogabilidade e a substituição da esquiva pelo rolamento. A barra de especial ainda continua tendo que ser enchida pressionando-se A+B+C. Os times disponíveis e a história em si ganharam mais profundidade. A entrada do Boss Team, com Wolfgang Krauser, Geese Howard e Mr. Big, chefes em títulos anteriores da empresa, causou frisson entre os fãs. Yuri Sakazaki ocupou o lugar de Takuma no Art of Fighting Team. Por sua vez, o Female Team perdeu a Yuri e ganhou Kasumi Todo, de Art of Fighting 3. Heidern saiu do Ikari Team, abrindo espaço para a estreante Leona. Iori ganhou duas companheiras, as secretárias de Rugal: Mature e Vice. Por fim, Chizuru Kagura, personagem importante na história do jogo e da série, e Goenitz, o ultimo chefe foram apresentados aqui. Agora o torneio se tornara algo tão importante como a Copa do Mundo, ganhando cobertura da imprensa (A TV japonesa Satela) e tudo mais. Na edição deste ano, porém, todos sabiam que o responsável não era Rugal, que havia sido sugado por um pilar de luz. Antes do torneio começar, contudo, Kyo recebeu um convite de um homem misterioso (Goenitz), que queria desafiá-lo. Kyo sentiu nesse homem o mesmo poder que havia em Rugal, e que o havia o destruído. O nosso protagonista foi derrotado por esse homem misterioso e ficou bastante ferido, tendo que se recolher para tratar dos ferimentos e treinar mais forte (por isso seu estilo de luta passou a ser diferente). As batalhas então começaram, e mais uma vez o Hero Team chegou ao final. Eles enfrentaram a suposta responsável pelo evento: Chizuru. Ela queria na verdade testar o time vencedor, para saber se eles tinham forças o suficiente para selar novamente o poder de Orochi, que havia despertado há uns 10 anos atrás. Ela descendia de uma família (clã Yata) que lutava contra essas forças. Ao final, foi derrotada pelo Hero Team e pediu para que Kyo, Benimaru e Goro a ajudassem na tarefa de selar o mal. A arena final então é totalmente modificada, havendo morte e destruição onde antes havia festa. O que se passa a seguir é uma luta na qual Goenitz, ainda mais forte, reconhece a nítida melhora de Kyo. Contudo, o lutador recebe uma rajada de vento (esse era o poder de Goenitz) e é salvo por Iori, que diz para o vilão que “Somente ele poderá acabar com Kyo”, e então, juntando forças, derrotam Goenitz. Chizuru, então propõem que os dois se unam para enfrentar o mal de Orochi, o que é prontamente negado por Iori, que ainda revela que ele e Leona possuíam o “sangue de Orochi” em suas veias. Tomado por essa “revolta do sangue”, Iori acaba por ferir gravemente suas duas companheiras de equipe: Mature e Vice.

Lembram-se do antigo concorrente de Street Fighter? Pois Mortal Kombat Trilogy marcou o fechamento da primeira trilogia desta franquia. Nele, todos os personagens que participaram das versões anteriores retornaram, inclusive os tecnicamente mortos, como o Johnny Cage. Foram lançadas versões para PC, Nintendo 64, Playstation e Saturn, sendo que há diferenças entre elas. Entre as arenas de “kombate”, algumas foram excluídas das versões de PC, Saturn e PSX, como The Hidden Portal e Noob Saibot Dorfen. A versão de N64 não possui a Kahn’s Arena e a The Bank, de MK2 e MK3, respectivamente. Palace Gates, Warrior Shrine e Throne Room são arenas do primeiro Mortal Kombat que não foram utilizadas nesse jogo. Já Star Bridge é exclusiva da versão de N64. Algumas versões clássicas de lutadores, inclusive, retornaram. Jax, Kung Lao, Kano eram os personagens que possuíam essas versões alternativas. Além deles, Goro, Motaro, Kintaro e Shao Kahn eram selecionáveis. Uma das novidades do game era o ninja Chamaleon, selecionável via sequência de botões, e que nada mais era do que uma união de todos os ninjas masculinos de MK. A versão de N64 possuía menos personagens, devido a limitações na capacidade de armazenamento do cartucho. Assim, foram excluídas as versões clássicas, Goro, Kintaro e Chamaleon. Shao Kahn e Motaro poderiam ser selecionados por meio de código e Chamaleon foi substituído por sua versão feminina, Khamaleon. Além disso, há somente uma versão de Sub-zero, que combina as outras duas. Outra redução que a versão de N64 sofreu foi em relação à trilha sonora, que trazia apenas as músicas de MK3 e de UMK3. Mas há algumas adições interessantes no console da Nintendo. Shao Khan e Motaro podem executar fatalities e há o dobro de tesouros em relação às outras versões. Existe ainda um modo de batalha de 3 contra 3. Como adição à jogabilidade, houve a introdução de uma nova barra: a de agressão, que deixava o personagem mais forte e rápido. Por fim, a história foi um pouco alterada para essa versão, em que Raiden participou. Nela, o deus do trovão abriu mão de sua imortalidade para lutar entre os mortais.

Em Art of Fighting 2 ficou mais clara a ligação entre as séries Art of Fighting e Fatal Fury, pois o segundo jogo da série, lançado em 1994, trazia a ascensão de Geese Howard, como chefe do jogo e “mandatário” em South Town. Esse mesmo Geese que anos mais tarde assassinaria o pai de Terry Bogard, Jeff Bogard, dando inicio a saga de Fatal Fury. A jogabilidade continua a mesma do primeiro jogo, com a utilização de um botão para a provocação (que era usado muito mais para esvaziar a barra de spirit do oponente do que para se tirar um sarro da cara dele), o aprendizado dos Super Death Blows e todas as outras características. Em relação à barra de spirit, que se tornou barra de “rauge”, esta agora enche a medida que se aplica ou sofre golpes. Como já foi dito, pouca coisa mudou e, entre elas, a estréia de Yuri Sakazaki como personagem jogável (pela primeira e única vez na série), além das estréias de Takuma (Mr. Karate sem a máscara tengu) e Eiji Kisaragi. Além deles, o jogo ainda trazia os personagens Temjin e o senhor de South Town, Geese Howard. Art of Fighting 2 é conhecido por muitos como um dos jogos de luta mais difíceis já lançados. A história de Art of Fighting 2 é totalmente baseada em Geese Howard, que desponta como forte influência no submundo do crime organizado e, movido por objetivos escusos, promove o torneio King of Fighters. Ele ainda seqüestra Yuri e chantageia Takuma para que mate Jeff Bogard e desafie Ryo e Robert. Então eles recuperam Yuri e a treinam, a tempo para que os Kyokugen entrem no torneio organizado por Geese, em busca de vingança contra o organizador e seu comparsa, Mr. Big. Já a história de Art of Fighting 3 não tem nada a ver com a história do segundo jogo. Nele, Robert Garcia resolve perseguir as pistas de um amigo de infância, que o acaba levando até o México. No país latino, Wyler, o ultimo chefe do jogo, espera por Freia Lawrence, amiga de infância de Robert, mas cujo pai construiu um elixir junto com o pai de Wyler. Neste game, a jogabilidade se matem em relação aos dois primeiros, mas há algumas alterações. A principal delas é em relação aos Desperation Moves, que agora estão disponíveis desde o principio, sem a necessidade de aprendê-los primeiro. A dificuldade foi um pouco aliviada e este jogo é considerado um pouco mais fácil que os outros dois, mas isso não quer dizer que seja fácil. Em relação aos controles, a resposta melhorou e há agora um botão específico para golpes fortes (o botão “C”). Com isso, o título ficou um pouco mais simples e acessível, tornando sua jogabilidade um pouco mais próxima da realidade da própria SNK. Entre os personagens disponíveis, apenas retornaram Ryo e Robert Garcia, sendo os demais totalmente novos na série. Eram eles: Jin Fu-Há, Karman Cole, Lenny Creston, Rody Birts, Wang Koh-San, Sinclair, Wyler e Kasumi Todoh, mais conhecida por sua participação em KOF. O título ganhou fama por usar uma tecnologia de captura de movimentos para montar o conjunto de golpes dos lutadores. Assim, Art of Fighting 3 impressiona pela qualidade gráfica apresentada na MVS, lendária e velha de guerra placa de árcade da SNK.

Breakers foi outro jogo que viu a luz do dia no ano de 1996. Produzido pela desconhecida Visco e publicado pela SNK,esse jogo era mais um título de luta que utilizava os mesmos elementos encontrados em outros jogos, porém com suas características próprias. Sua mecânica de jogo era bem próxima de Fatal Fury 2, por exemplo. As diferenças básicas eram que neste jogo se poderia movimentar enquanto se estivesse levantando, além do fato que os dash’s e back-dash’s dos personagens apresentavam diferenças entre os personagens. Alguns deles rolavam sobre o chão, por exemplo, enquanto outros tinham um deslocamento lento e gradativo. Havia no game um sistema de especial, com a barra dividida em três níveis, e se poderia cancelar golpes em especiais ou mesmo especiais com outros especiais. Como curiosidade, neste jogo, caso a CPU e o jogador utilizassem o mesmo personagem, no single player, o nome do personagem controlado pela máquina aparece diferente, para que não se tenha dois personagens iguais em uma mesma luta, com o mesmo nome (ótima inovação). A história desse título é sobre um torneio, o FIST (Fighting Instinct Tournament), na qual o mais forte, ou seja, o vencedor, tem o direito de desafiar o organizador por uma bolada em dinheiro e pelo direito de ser chamado de “o mais forte”. Ninguém, até hoje, conseguiu sair deste torneio a não ser sob a forma de um corpo sem vida. Isso tudo porque um espírito do mal possui o corpo desse empresário de Hong Kong, a fim de fazer sacrifícios e aumentar seus poderes das trevas. Sobre os personagens, o jogo conta com oito lutadores selecionáveis, sendo que o personagem principal é Sho Kamui, um jovem mestre em karatê do Japão. Os demais vêm de todas as partes do mundo, inclusive do Brasil. Nossa representante é Rila Estancia e é uma espécie de investigadora, que pesquisa sobre um espírito maligno que se abateu sobre a Amazônia. O game foi lançado apenas para o Árcade e uma nova versão do jogo, chamada de Breakers Revenge veio depois. A versão Revenge é considerada um upgrade de Breakers, pois suas mudanças não são suficientes para fazer dele uma continuação. O chefe final, Bai Fu, se tornou jogável, Condor se tornou mais equilibrado e um novo personagem foi adicionado: Saizo. Além disso, Sho perdeu seu combo infinito. Os gráficos tiveram alterações quase que imperceptíveis.

Kizuna Encounter é a continuação de Savage Reign e foi lançado para Arcade e Neo Geo, sendo mais tarde lançado para PS2 na compilação Fu’un Super Combo. Sua principal vantagem foi seu sistema de lutas, baseado em duplas, em que para se trocar entre os membros da dupla tem que se estar sobre uma zona especial na arena. Caso um dos personagens seja derrotado, perde-se a luta. É um sistema semelhante a outros jogos também jogados em equipes, como King of Fighters 2003 e a série versus, sendo que em nenhum desses dois jogos a derrota de um implica na perda da batalha. Na história do jogo, King Lion busca vingança por ter sido derrotado na ultima edição do “Battle of the Beast God Tournament”, então decide realizar uma nova edição, porém com novas regras. Agora, os combates seriam realizados em duplas. Antigas amizades ou acordos temporários uniram os lutadores para um objetivo maior. Só que eles não sabiam que algo a mais esperava por eles, um possível truque escondido nas sombras da competição. Dos personagens antigos, somente a ginasta Carol Stanzack e o cientista Nicola Zaza não retornaram. Os demais personagens de Savage Reing estavam presentes, além de dois novos: Rosa e Kim Sue II. Rosa é mulher de um provável descendente sul-americano e entra no campeonato para resgatar seu irmão mais novo e seus amigos, raptados por King Lion. Já Kim Sue II é descendente de Kim Kaphwan, de Fatal Fury, e compartilha os movimentos e o senso de justiça de Kim.

Imagem Postada
Em 1996 surge Real Bout Fatal Fury Special com mais lutadores (20) e a volta dos 2 planos de batalha. Teve em 1999 uma versão para o Sony Playstation chamada Real Bout Fatal Fury Special: Dominated Mind, trazendo um personagem que não era selecionável em Real Bout 2 (Alfred) e White, personagem exclusivo dessa versão.

Na próxima parte, ainda em 1996, veremos como os jogos com movimentação 3D, feitos com polígonos, se comportaram.

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Um jogador das antigas, que ainda continua na ativa no mundo dos videogames!

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