Nintendo Famicom completa 30 anos

Em 15 de Julho de 1983 chegava às lojas no Japão uma novidade que mudaria o mundo. Era o Nintendo Family Computer, rapidamente apelidado de Famicom, um videogame que ajudou a ressuscitar um mercado dado como morto e a criar uma indústria que hoje movimenta bilhões de dólares.

O console custava inicialmente 14.800 Ienes (pouco mais de US$ 60 na cotação da época, equivalente a cerca de US$ 140 nos dias atuais) e havia três jogos à disposição: Donkey Kong, Donkey Kong Jr. e Popeye, todos derivados de arcades da Nintendo. Um dos maiores sucessos do console, Super Mario Bros., só seria lançado em 1985. Ao longo de sua vida o Famicom foi berço de clássicos como “The Legend of Zelda”, “Contra”, “Castlevania”, “Megaman”, “Metroid” e outros, muitos dos quais deram origem a séries que persistem até hoje.

Fazendo jus ao “Computer” no nome, o Famicom ganhou vários acessórios típicos dos computadores pessoais de sua era. O Famicom Disk System permitia rodar jogos armazenados em disquetes, que na época eram mais baratos e tinham mais capacidade de memória que os cartuchos, e ainda permitiam gravar dados, recurso que podia ser usado para salvar uma partida em jogos como “The Legend of Zelda” e “Metroid”.

Já o Family BASIC era um kit com teclado e cartucho que transformava o Famicom em um pequeno computador e permitia ao usuário desenvolver seus próprios programas, e até mesmo pequenos jogos. E o Famicom Modem foi predecessor dos serviços online, permitindo o acesso, através da linha telefônica, a informações como previsão do tempo, transações bancárias e dicas de jogos.

Uma característica pioneira do Famicom está presente de uma forma ou outra em todos os consoles modernos, não importa o fabricante: um gamepad com direcional em cruz, algo que originalmente havia sido criado pela Nintendo para os portáteis Game & Watch. Antes os consoles domésticos, como as máquinas da Atari, usavam alavancas (os “Joysticks”, como nos arcades) ou controles giratórios (os “Paddles”) para comandar os personagens.

Outro ponto inovador foram as expansões: desenvolvedores podiam inserir em seus cartuchos chips que ampliavam os recursos do console, seja para fazer com que ele fosse capaz de lidar com maiores quantidades de memória (para jogos maiores e mais complexos), seja para adicionar recursos extras como novos chips de som, algo que a Konami fez na versão japonesa de Castlevania III (como o chip VRC6). A mesma técnica foi, anos depois, usada no Super Famicom com chips como o DSP-1 (em Mario Kart) e Super FX (em Star Fox), e por concorrentes como a Sega na versão de Virtua Racing para o Megadrive (com o Sega SVP).

Mas o maior legado do Famicom foi sua versão norte-americana, o NES (Nintendo Entertainment System), que foi lançado em 1985 e se tornou o console mais popular de todos os tempos, com 34 milhões de unidades vendidas só nos EUA. Sozinho, ele foi responsável por ressuscitar o mercado norte-americano de videogames, que estava em ruínas após a “grande quebra de 1983″.

No Japão o Famicom foi produzido por inacreditáveis 20 anos ininterruptos, até setembro de 2003. Entre seus descendentes estão o Super Famicom (Super NES nos EUA e Europa),Nintendo 64Nintendo GamecubeNintendo Wii e Nintendo Wii U. Seus jogos ainda podem ser apreciados através do serviço “Virtual Console” da Nintendo no Nintendo 3DS, Wii e Wii U.

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Um jogador das antigas, que ainda continua na ativa no mundo dos videogames!

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